Macaquinhos no sótão ou Dias felizes.


20/10/2009


Procura-se.

 

Gente me perdi de mim mesmo. Se alguém me achar, por favor, me entrega pra mim na próxima esquina do encontro comigo.

P.S: Se tiver como ser rápido eu agradeço. É que a vida passa voando e se eu não abanar a mão pra ela parar e me pegar, não sei quando será o próximo ônibus.

Obrigado.

Escrito por donnedias às 09h22
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21/09/2009


Miscelânia de segunda.

Olá queridos. Bem vindos de volta. Eu fiquei muito tempo pensando no que escrever sabiam? Acho que o espaço do blog deve servir pra reflexões e penso ainda que essas reflexões devem ser feitas de forma mais efetiva, mais constante! Eu estive mesmo pensando nisso: Em como otimizar minha comunicação virtual. Eu excluí meu orkut algum tempo atrás, nunca me interessei pelo Twitter e nem faço idéia do que é o Facebook. Tenho escrito muito pouco no blog e juntando todas essas coisas eu me dei conta de que estou nadando na contramão dos tempos. Eu que sempre me considerei um cara bem antenado, por dentro do progresso, percebi que estou ficando à sombra das novas ferramentas de comunicação dos tempos modernos. Então decidi que vou colocar a vida em ordem! Penso que se deixarmos por isso mesmo vamos acabar ficando obsoletos. Não podemos parar porque quem fica parado é poste não mesmo? Então visitem mais esse blog e se tiverem boas indicações de bons blogs pra ler agradeço muito. Mas pra não ficar só nessa introdução vamos a uma miscelânea de coisas que vi ultimamente e que quero comentar:

 

Caminho das índias: Gente! Pelo pâncreas de Dadá: Alguém me explica o que foi o fim daquela novela? Alguém atropelou a autora e ela escreveu aquilo no hospital após ingerir muitos, vários, tantos vidros de sedativos? Muitos personagens não tiveram um fim. E o pior é que eles devem agradecer por isso. Melhor não ter fim do que fazer a Maya que dá uma de Mulher Maravilha e ao som das águas do Ganges e com os poderes de Krishna se transforma de uma viúva sem onde morar em uma "Super Gata do Sari Vermelho". Mais tosco que isso só o Tarso (tem alguém me seguindo...tenho um chip enfiado no...) que cantava uma música e quando saía pra ver a família deixava a voz no palco. Ou será que aquela voz era a que o acompanhou durante toda a novela? Talvez fosse o chip. Mas enfim... Isso não pé problema já que a família Ananda ficou a novela toda preservando os costumes e no capítulo final resolveram esquecer tudo e cuspir na cara dos deuses deles. Se isso pode... Tudo pode. E PODE mesmo! Talvez fosse até proposital. Aquela doutora do PODE baixou tanto no fim da novela que virou uma Zorra Total. Era o sampa do Ganesha doido... E viva Índia. E viva a falta de dinheiro pra ver TV à cabo e ter que se contentar com essas bobagens!

 

A Fazenda: Essa foi a melhor dos últimos tempos. Eu nem queria ver aquela bobagem mas olha um pouco daqui e outro pouco dali vai que agente até se acostuma. Aí comecei a torcer pelo Carlinhos. Como 80% das pessoas com quem falei do assunto. Votei pro Dado sair. Como 90% das pessoas com quem conversei sobre o assunto. Achei o Dado Dolabella um escroto como 98% das pessoas com quem conversei sobre o assunto. Mas o Dado Dolabella ganhou a fazenda.O que revoltou 100% das pessoas com quem conversei sobre o assunto. Olha, eu sou historiador e não entendo muito de matemática... Mas acho que errei algum sinal na conta porque não entendi ainda o resultado. Mas que bobagem a minha! Eu tinha me esquecido que o programa é da Record que pertence àquele pastor que dirige aquela igreja que começou com uma currutelazinha e hoje é dona de um império incontável... Ah, tá. Dããããr... Com certeza Jesus fez o milagre da multiplicação dos votos pela internet pra eleger o galã da emissora. Afinal gente, vamos lá! Se Deus é brasileiro, nada mais normal que ele dê uma forcinha pra deslanchar um atorzinho meia boca pra Record poder ganhar mais e comprar mais terrenos no céu não é mesmo? Se não... Onde vamos morar quando passarmos dessa pra uma melhor? Melhor sim, porque eu soube por fontes seguras que no céu não pega a Record. Olha só. Isso é que eu chamo de paraíso.

 

VMA: Vocês souberam do tal cantor que tomou o microfone daquela cantora e disse que quem tinha que ganhar o prêmio era aquela outra que é gostosoa e canta "Halo"? Não? "Haaaaaaaloooooow"! Vamos ficar mais antenados né gente? Até o Obama chamou o cara de um nome feio no dia seguinte naquele programa de entrevistas... Sabe qual? E ainda teve a apresentação esdrúxula daquela moça loira com cabelo em tons de rosa que canta coisas malucas e sangrou no palco e depois usou uma roupa vermelha que tampava a cara dela e depois se vestiu de esquimó não sei bem porque e quando ganhou o prêmio dedicou aos gays e irritou o cantor de RAP de pele branca que xingou a mãe numa música do passado e fez um filme em que ele acha que é ator. Vocês não viram? Nossa! Que povo desantenado. Ah, alguém viu? Que bom... depois me explica quem é quem porque não sei nem os nomesInsatisfeito.

 

Chico Bento: Eu ri muito de um gibi que está nas bancas do Chico Bento que na capa está escrito "Causando na Roça". Essa historinha tem a Denise que é uma personagem do Maurício de Souza que usa uma linguagem da galera mais "In" sabe? Muito divertido. Quem ainda não leu, leia. Rachei o bico.

 

Ídolos: Eu estava torcendo pra travinha que cantava na linha Maria Bethânia mas ela foi eliminada. Que pena. Mas tudo bem Travinha. Acredita no bate cabelo que você ainda vai Causar na Paulista.

 

A Orfã: Não vale a pena. Pensa num filme péssimo! Aff.

 

Então por hoje é isso. Qualquer coisa me add no Orkut e em breve me sigam no Twitter, no Facebook, no HI5, no Meus Documentos, no Excel, no Office 2007 e o que mais vier por aí...

 

Escrito por donnedias às 11h38
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21/08/2009


Me adora.

Tantas decepções eu já vivi
Aquela foi de longe a mais cruel
Um silêncio profundo e declarei:
"Só não desonre o meu nome"

Você que nem me ouve até o fim
Injustamente julga por prazer
Cuidado quando for falar de mim
E não desonre o meu nome

Será que eu já posso enlouquecer?
Ou devo apenas sorrir?
Não sei mais o que eu tenho que fazer
Pra você admitir

Que você me adora
Que me acha foda
Não espere eu ir embora pra perceber
Que você me adora
Que me acha foda
Não espere eu ir embora pra perceber

Perceba que não tem como saber
São só os seus palpites na sua mão
Sou mais do que o seu olho pode ver
Então não desonre o meu nome

Não importa se eu não sou o que você quer
Não é minha culpa a sua projeção
Aceito a apatia, se vier
Mas não desonre o meu nome

Será que eu já posso enlouquecer?
Ou devo apenas sorrir?
Não sei mais o que eu tenho que fazer
Pra você admitir

Que você me adora
Que me acha foda
Não espere eu ir embora pra perceber
Que você me adora
Que me acha foda
Não espere eu ir embora pra perceber

Pitty.

Escrito por donnedias às 14h40
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14/08/2009


OhanaII

Então montamos uma peça de teatro com Texto e direção minha chamada Mary Poppins. A peça fez uma temporada em Goiânia no ano passado e recentemente começamos uma turnê com ela. Fomos pro Nordeste. Três cidades: Recife, Aracajú e Maceió. Foi bacana. Claro que sair em turnê é sempre bom. Mas o assunto que vou abordar é a convivência das pessoas nesse tempo em que estivemos no Nordeste. Foram dez dias. Dez dias em que passamos grande parte do dia juntos. Éramos onze atores e a equipe técnica, mais diretores e produtores além da mãe de um dos atores e o marido e o filho de uma das atrizes. E foi quase que a experiência de um Big Brother.

Estar com as pessoas por mais tempo do que estamos acostumados na nossa convivência social é uma experiência impressionante! Papéis se invertem, comportamentos mudam, sentimentos afloram, realidades se expõem e diversos sentimentos muitas vezes ignorados passam a ter um peso esmagador no dia a dia.

Fiquei refletindo sobre isso. Quando tiramos as referências de alguém, sua casa, sua rotina, sua família, seus lugares conhecidos... Acabamos despertando nas pessoas comportamentos e um “não-lugar” surpreendente. E essa nova comunidade que se forma acaba agindo de forma à agregar em si um novo núcleo social: algo muito próximo do que seria uma família. Com todos os seus meandros: Amores, irritações, contradições, medos, picuinhas, carinhos, cuidados, atenções e diversões.

Vivenciando tudo isso e sentindo todas essas coisas, voltei a uma palavra tão usada por nós queridos e que me ajudou a definir esse novo núcleo: Ohana! Sim. De novo e de novo a palavra. A palavra citada no filme vocês-sabem-qual pela personagem vocês-sabem-quem.

E porque falar disso? Porque tem pequenos gestos que não posso ignorar. Quando escrevi o post Ohana algum tempo atrás, eu falava de um ponto de vista e de lá pra cá ele se mostrou mais forte, mais lógico, mais coeso! Sim... É verdade: Os amigos são a família que nos permitiram escolher. Sim! Existe amor além do sexo e além dos interesses mundanos. Existe a verdade olho-à-olho e existe o encontro de almas afins. Eu sou uma alma irmã de todos vocês.

Às vezes até mais do que uma alma irmã: Sou uma alma pai, filho, tio, bichinho de estimação, objeto consolador...

Este post só tem sentido pra algumas pessoas e sei que somente elas vão ler mesmo e por isso não tenho medo de dizer: Obrigado.

Obrigado porque, se eu ACHAVA que esse amor era possível, vocês me provaram que ele existe impressionantemente forte e verdadeiro . Em pequenos gestos, em pequenas demonstrações, em seus posts, nas fotos impressas, nas guardadas nos PCs, nos bilhetinhos colocados em meu computador, nos abraços carinhosos, nos olhares emocionados, nas referências à minha presença na vida de vocês (Um e-mail que me fez sentir o mais importante e feliz dos pais ou num livrinho que me faz acreditar que sou realmente um exemplo), um convite para um filme, um convite para ir em suas casas, fazer parte de suas vidas, em um abraço pulado e um sorriso forte e verdadeiro (“Você achou sua carteira?”).

Ah meus amores. É isso que vocês são: Meus amores! Incondicionais e verdadeiros. Ver vocês sorrir não tem preço. Eu os amo. Minha Ohana linda! Estou vendo vocês crescerem. Estou crescendo com vocês e me orgulhando de cada segundo. Um dia, teremos que voar, seguir...Descobrir novos caminhos. E sabe onde estaremos? Onde sempre estivemos: Dentro um dos outros. O amor é um tesouro que nos segue onde quer que vamos. Onde quer que estejamos. O amor nos segue e o amor nos guia.

Amo. Amo. Amo.

 

“Vocês-sabem-quem: Você quer ir? Pode ir... Tantas pessoas já vieram e já foram. Eu vou ficar aqui... Um dia você volta. Se quiser... Se não quiser... Vou continuar aqui, te esperando...Você é Ohana, e isso quer dizer família. E família quer dizer nunca abandonar. Ou esquecer...”

 

NUNCA!

 

Escrito por donnedias às 13h50
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04/05/2009


O planeta em construção e o capitão do time.

A pergunda era uma provocação e uma dubidade:

"Há quanto tempo você tem 17?". Além de remeter ao livro Crepúsculo de Stephenie Meyer, a frase provoca em nós um questionamento: E eu... Há quanto tempo tenho 17? Há quanto tempo sou um adolescente? Há quanto tempo mantenho minha juventude? Pelo menos a mim essa pergunta incomoda bastante. Mantenho minha mocidade? Eu tento. E você?

Bom, deixemos as questões filosóficas para depois. O importante é que fui à festa dos meus queridos e amados (Sim, porque alguns podem ser queridos e não amados. Outros amados, mas não queridos. É possível! Acredite em mim. Eu sei...) Bruno Vargas e Gabriela Felisberto. A festa estava linda! Porque era a cara deles. Assim. A cara deles! Em número, gênero e grau. Eles estavam ainda mais lindos do que Bella e Edward. Aos meus olhos, ninguém poderia ser mais bonito. Eles estavam exercendo um dos mais sagrados direitos: o direito à felicidade. O direito à serem jovens, cheios de planos, cheios de amor e cheios de energia vital pra dar e vender a todos à sua volta. Eu fiquei radiante! Olhar nos olhos deles e perceber a satisfação e a felicidade foi um presente pra mim e não pra eles. Ver meus queridos amigos e alunos unidos em torno daquela vontade, daquela felicidade me fez muito feliz também. Estou grato por todos que estavam lá. Grato por ver que o amor que sentem consegue unir suas famílias, seus amigos e seus companheiros de caminhada porque no fim... É só isso que importa. Sempre foi e sempre será a única coisa que vale a pena.

Amo vocês queridos. Amo muito.

Obrigado pela bela festa e obrigado por me permitirem fazer parte dela. Não é um favor... É um privilégio!

 

Eu sobre a pergunta: Há muuuuuito tempo....

Escrito por donnedias às 11h10
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27/04/2009


Um nariz de palhaço...

Ontem fui ao teatro. Claro que como homem de teatro essa afirmação parece simples e óbvia, mas hoje falo sobre algo diferente: Ser arrebatado pelo poder criador. Eu fui ao teatro e saí transformado. É isso que o teatro faz (ou deveria). Fui assistir à montagem goiana de “Balada de um palhaço” de Plínio Marcos. O texto, por si só, considero a melhor obra do dramaturgo paulista. Junte-se a isso a genialidade de uma direção coesa, sensível e cheia de simbolismos. Acrescente o trabalho de dois grandes atores em algo muito próximo da perfeição no palco e elementos muito bem casados e acrescidos à história: figurino, cenário, luz, sonoplastia, adereços... Enfim! Um verdadeiro ESPETÁCULO assim: com todas as letras maiúsculas. Devo acrescentar que eu já havia visto a peça anteriormente três vezes e posso atestar de camarote que o diretor tem o mérito de não considerar o trabalho pronto jamais. Todas as vezes que vi a peça ela estava melhor. E agora, na minha simplória avaliação, atingiu seu ápice! Com as marcações muito criativas e não roubando a cena do texto, que é ponto essencial e centro inquestionável da montagem. O texto fala da busca de um ator por sua alma. E se Edson de Oliveira e Bruno Peixoto procuravam a sua a encontraram e, melhor ainda, a ofereceram pra nós ontem à noite. Dormi embalado pelo palhacinho que procurava sua alma e pelo dono do circo que a perdeu e sem perceber, se ressente do outro que busca o tesouro para o qual ele não tem mais o mapa. Dormi com a cabeça longe, lembrando dos grandes artistas, pensando na verdade que vem da arte. Da transformação pura e simples exercida pelo poder do artista em nos tocar no que temos de mais misterioso: nossa humanidade perdida nos turbilhões da falta de tempo, na falta de cuidado para com o outro, na globalização que nos coloca em linhas de montagem do pensamento moderno. Ou à falta dele.  Ser tocado a tal ponto torna fácil compreender porque o espetáculo é a peça goiana que mais ganhou prêmios no Brasil todo nos últimos tempos. Porque o espetáculo é tão festejado e porque todos amam o Bobo Plin e Menelão (bestão, bobão, bestalhão e entendão!). Porque nós somos eles. Quantas vezes nos sentimos dos dois lados da moeda? Quantas vezes no dia nos dizemos da necessidade de recuperar nossas almas? Quantas vezes por dia nos ressentimos daqueles que conseguem fazer isso e mostrar quem são? Ah queridos amigos, estou escrevendo e me emocionando outra vez. Por perceber que muitas vezes sou o Menelão com seu chicote-açoite, e por perceber que muitas vezes sou aquela máscara borrada, aquele riso incontrolável e desesperado, aquele olhar triste do Bobo Plin. Eu fui tocado ontem a noite e quero apenas agradecer. Ao espetáculo, aos atores, ao diretor Danilo Alencar e ao Plínio Marcos por me ajudar a lembrar que faço parte desse circo fantástico que é a vida do artista. O picadeiro da vida está sempre com as luzes acessas esperando pelo próximo espetáculo. E que ele venha.

Escrito por donnedias às 09h12
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15/04/2009


In memorian

“O professor universitário Luciano Júlio Firmino (47) foi assassinado a facadas na madrugada de sábado para domingo, na Vila Mauá. Um menor de 16 anos confessou ter cometido o crime. Segundo o delegado de Homicídios, Ailton Costa De Ligório, o menor confessou ter relacionamento com a vítima a cinco meses. Na casa do suspeito, no setor Jardim Curitiba 3, foram encontrados uma TV de LCD de 32 polegadas, um aparelho de DVD e o documento do carro da vítima.

Em depoimento para a polícia, o menor declarou que há cinco meses se relacionava com o professor. Ele afirmou ainda que sábado (11) eles almoçaram juntos e que ele teria ido a casa do professor porque ele o buscou, por volta das 22h.” Diário da Manhã – segunda feira dia 13/04/2009

Pronto. Assim! Simples assim. Com uma notinha dessas encerra-se uma vida. Uma historia. Uma jornada. Sonhos, planos, amizades, relações familiares, trabalho, estudo... Tudo. Acabado. Destruído. Brutalmente assassinado.
O professor Luciano não era meu amigo. Mas era amigo de um grande amigo. Um irmãozinho que vi chorar. Que vi sangrando em seu coração pela morte desse ser humano. Doeu muito mais nele do que em mim. Claro que não me orgulho disso. Devia ter doído tanto em mim quanto nele afinal a violência que ele sofreu foi contra todos nós. Foi contra mim. Eu já falei antes e volto a repetir: A dor do outro é a minha. Poxa! Ele... Ele era um ser humano. Igual a mim. Igual aos meus amigos. Igual aos meus parentes. Igual a TODO mundo. Ele não merecia esse fim. Ninguém merece. A pergunta é inevitável: Por quê? E não para por aí não. Ainda tivemos que ver a imprensa tratando o caso com o maior desrespeito. Sim. O professor estava se envolvendo sexualmente com um adolescente de 16 anos. Uma criança de acordo com o Batista Pereira que apresenta o programa Chumbo Grosso. Era uma criança. Pra fazer sexo, diga-se de passagem. Porque para juntar amigos e cometer um assassinato bárbaro ele era bem crescidinho. Mas bem próprio de nossa sociedade. Dois pesos e duas medidas. Não estou dizendo que concordo com manter relações sexuais com menores de idade, mas acho que nada, NADA pode servir de desculpa para um crime. Não concordo com o que os políticos fazem com a sociedade e com os nossos direitos. Mas isso absolutamente não me dá direito de sair às ruas, parar na porta de algum deles e disparar um tiro na cara de um vagabundo desse. Crime é crime. Ponto final.

Conversei muito com meu amigo que está muito abalado com a morte de uma pessoa querida. Claro. Ele falava da questão que fica com a morte. A constatação de que não dedicamos tempo suficiente às pessoas que amamos. Esse vazio que fica em nossas vidas e, novamente, eu volto àquela reflexão que nos faz pensar que a morte, como tudo na vida, é muito mais do que uma coisa unilateral. A morte não é perda pura e simplesmente. Ela é transformação em todos os sentidos. Não vou entrar na questão sobre as implicações espirituais e filosóficas mas sim sobre a questão muito óbvia. A morte nos muda sempre. E na maioria das  vezes para a melhor. Passado o luto e a dor que acompanha a separação segue-se a compreensão de tantas coisas não ditas, de tanto tempo que perdemos com coisas pequenas. Choramos à toa, reclamamos à toa, nos lamentamos por perder o ônibus. E o ônibus passa e outro vem. Perdemos um amor e logo vem outro. E outro... E a cada amor vivemos intensamente. Assim. Bom assim. Simples assim.

Lamento pela morte do Luciano e torço para que ela não tenha sido em vão. Torço para que a morte dele nos desperte um pouco mais. Nos acorde um pouco mais.

Outra coisa que meu amigo me disse ficou marcada: “Tenho certeza que se perguntasse pro Luciano [você se arrepende de alguma coisa?] ele responderia [Não. Vivi intensamente e tudo o que eu quis].”

Amigo, tomara que um dia, você possa dizer o mesmo de mim. Acho que só de ter deixado essa impressão, já teria valido a pena.

Amo.

Amo muito e tanto e tanta gente.

In memorian.

 

Escrito por donnedias às 12h37
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03/04/2009


O tempo não pára.

Ah...Tanta coisa pra dizer e tão pouco tempo. Uma miscelânea de coisas. Tanto tempo sem escrever me faz falar muito. Eu estava comentando ainda ontem sobre isso: Escrever me faz ter um diálogo comigo mesmo. Vejo escrito aquilo em que penso e sobre o que não verbalizo. Logo, se não escrevo, eu tenho que falar... E como eu falo!

Bom, vou começar colocando em dia alguns assuntos:

O ano começou. Sim. Ele nasceu, andou, falou, entrou na escola e já está quase no Ensino Médio. Quando dermos por nós ele já estará dando seus últimos suspiros. Impressão minha ou o tempo tem caminhado mais rápido? Culpa de quem? Será que a terra tá girando mais rápido? Ou será que tem a ver com a falta de tempo? Tipo; não temos tempo para nada ou usamos isso como desculpa para tudo. Invariavelmente. Não há tempo. Não há tempo nem para termos tempo para nós mesmos.  Estou me incluindo nesse grupo tudo bem? Estou falando de mim também. Ou para mim... Voltando a um tópico anterior: Talvez não seja agente que cresce. Talvez seja o mundo que fica pequeno mesmo e aí temos uma visão diferente do mundo menor. Claro que nossos compromissos são muitos. Temos contas a pagar, temos vestibulares a prestar, temos estudos a fazer... Mas é claro que poderíamos reservar um tempo pra nós e para os que amamos. Reservar um tempo para uma visita, um cinema, uma ligação, um e-mail... Já seria alguma coisa. Vamos pensar nisso... Rever nossa lista de amizades, de parentes, de pessoas queridas a quem devemos dedicar alguns minutos por semana. Organização não serve só pra trabalho e estudo. Vale na vida cotidiana também.

Sim, claro que vou falar da festa. A FESTA!

Pra mim pelo menos foi festa com todas as letras maiúsculas. Eu recebi tanta gente que eu amo, tanta gente que torce por mim, que faz parte de minha vida e que viveu tantos momentos importantes ao meu lado sempre. Lógico que sempre tem uma ou outra marmota que eu nunca se quer vi a fuça na minha frente, mas enfim... Faz parte da festa. Eu fiz como queria, com as pessoas que queria e celebrei. Eu tinha que celebrar. Celebrar é sempre importante. É sempre bom. Agradeço a cada amigo que ali esteve. Foi tudo lindo.

Também teve a pré-festa. Meu grupo fez uma surpresa que conseguiu mesmo me surpreender na casa da Yara. Não, Yara não é a rainha das águas. Piadinha velha heim... Vou te contar. Yara é uma atriz/escritora/evangelizadora/desenhista/fotógrafa que é mais rainha dos corações que a cercam. Foi tão bonitinho eles cantando a música que a Yara escreveu e eu com cara de pastel vencido sendo surpreendido por um bando de meninos recém saídos da puberdade. Mas foi muito lindo mesmo. Achei uma das coisas mais bonitas que já me fizeram. Obrigado por cada segundo daquele dia galera.

 

E tiveram outras coisas, mas sobre elas eu falo depois porque afinal de contas, demorei tanto mas nem por isso  as pessoas tem que ficar Dias lendo esse post.

 

Vamos procurar o tempo. E por favor... Peçam ele pra dar uma passadinha lá em casa. Preciso bater um lero com ele.

 

Escrito por donnedias às 11h13
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30/03/2009


Ohana.

 

Adoro desenhos. Sou um admirador. Más alguns não fizeram tanto sucesso assim na telona. Um exemplo é o filme “Lilo e Stitch” da Disney.

Nessa animação a narrativa central se concentra em uma menininha havaiana que se depara com um visitante inusitado: Uma experiência genética criada em outro planeta para ser uma máquina de destruição em massa. Porém, contra tudo que se poderia imaginar, a pequenina se encanta pelo visitante das estrelas e o incorpora a sua pequena e ferida família, que até então era composta por ela e a irmã.

 

Esse desenho, uma fábula da convivência entre nós seres humanos me faz refletir e me ver espelhado nela. Sempre ouvimos frases feitas do tipo “Os amigos são a família que nos permitiram escolher”, más será que realmente entendemos o que isso quer dizer?


Estar na família é muito mais do que sempre concordar um com o outro, do que estar sempre juntos, do que sempre fazer tudo juntos... Ser Ohana, é amar esses amigos como se ama a família. Sabe aquele amor? Sabe quando somos adolescentes e brigamos com nossa mãe e com nosso pai?Quando falamos que os odiamos pra depois entrar no quarto e chorar de tristeza? Sabe quando no dia seguinte, você volta pra casa e nem se lembra da briga do dia anterior porque você ama tanto que a briga é uma bobagem?Sabe quando dizemos que queremos que nosso irmão morra, más não podemos nem ouvir alguém na escola falando mal dele que queremos bater? E sabe quando mesmo a distância, mesmo que ele vá trabalhar longe, mesmo que ele seja bandido ou que ele se case com uma mulher indesejável, você continua o amando? Isso é Ohana.

 

Muitas vezes, achamos que podemos exigir muito de nossa família. Costumamos colocar imposições, exigências... Achamos que pra pessoa fazer parte de nossa vida, ela precisa atender a algumas exigências pré-estabelecidas. Tenho pensado nisso sabe?

Muitas vezes dizemos : Olha, tudo bem, você é meu melhor amigo, um irmão até. Más pra ser meu brother mesmo, tem que parar de andar com fulano.

 

Ou ainda:

 

Olha, pra casar comigo, tem que aceitar colocar nossas fotos na parede. Não vou viver com você se for de outra forma...

 

Fazer parte de uma família é entender que podem existir erros, que podem existir noites mal dormidas, noites de cachaça, dias de bronca... Más que independente de nossos erros, acertos, chutes na trave, escorregões e caídas... Ainda seremos amados!

Ainda teremos braços quentes pra nos abraçar... Ainda acordaremos no outro dia  e terão esquecido a briga e ainda estaremos sendo amados e nossa família ainda vai bater no bobão que falar mal da gente.

 

“Stitch  -  Eu vou embora! Eu não sou dessa família

 Lilo    –  Não fala isso. Não fala nunca mais.

Ohana quer dizer família,

Família quer dizer nunca abandonar nem esquecer...

Essa é minha família. Ela é pequena, más é boa... Ela é minha.”

 

P.S: Eu aceito guardar meus quadros. Afinal, as imagens que realmente importam, guardo no pensamento...

Escrito por donnedias às 11h59
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Os.Melhores.Anos.De.Nossas.Vidas.

Passei alguns dias sem escrever. Foi bom também. Escrever é bom, más ficar sem escrever pode ser revelador.


Estive esses dias quase que como um observador de fatos da vida...

 

Muitas coisas boas e ruins acontecendo porque a vida é assim... Alguns golpes são muito duros como a tragédia com o vôo da TAM. Não consigo falar sobre isso. A sensação de impotência e de desalento é impossível de ser superada.

 

Um novo componente de nossa família, o Reginaldo, perdeu a avó recentemente... Alguns dias atrás outro amigo perdeu o irmão e uma pessoa me fez o seguinte comentário: É um saco perder quem amamos. Acho a morte muito injusta.

 

Observando como a vida fica vazia quando se vai alguém que amamos, eu concordo com ela. Claro que como tudo nessa vida, a morte também é muito mais do que perda pura e simplesmente. A morte é também um elemento de transformação. Quando ela se dá, além do sofrimento que causa, ela também nos traz importantes reflexões e conseqüente valorização do nosso lugar no mundo.

 

 Ainda falando sobre esse tema, fomos ao teatro na sexta feira passada e assistimos ao espetáculo “Os.melhores.anos.das.nossas.vidas.” – com texto, direção e atuação de André Srur e Pablo Diego – A peça fala exatamente disso: da valorização da vida, do dia a dia, dos momentos que vivemos e não aproveitamos da forma correta. Ou estamos sempre olhando para o ontem ou estamos sempre olhando para o amanhã. E hoje eu estava vendo o programa da Ana Maria Braga (mea culpa, mea culpa...) e ela falava do mesmo tema. Olhar pro hoje e enxergar o hoje. Saber que o hoje está aí e pronto.

 

Hoje é o melhor dia da nossa vida, estamos na melhor semana da nossa vida, no melhor mês da nossa vida, no melhor ano da nossa vida e na melhor vida de nossas vidas. Quero olhar pro hoje. Quero mesmo aprender a deixar o passado no lugar dele: Lá atrás. O amanhã eu construo hoje com minha dedicação a ser um homem melhor, a ser um profissional, um filho, um irmão, um amigo, um marido melhor... Se eu fizer isso hoje, amanhã terei mais um dos melhores anos da minha vida. E serão tantos anos bons, que me perderei em achar o melhor de todos.

 

Na peça (que gostei muito por sinal) tem uma frase marcante: Não é a gente que cresce. É o mundo que fica pequeno...

 

Ponto.

Escrito por donnedias às 11h56
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Todos iguais. Todos diferentes.

Estivemos em sala de aula discutindo sobre os indivíduos e a coletividade, ou algo assim. O professor falava sobre sermos diferentes uns dos outros. Por algumas vezes ele usou frases de efeito do tipo: “Ninguém é igual a ninguém. Todos somos únicos”.                      Gostei da discussão. Gostei mesmo. Mas me faltaram alguns elementos nessa discussão.    De que lugar meu professor falava? Sim, porque acho que somos todos diferentes. Porem somos também, todos iguais. Se afirmar de forma definitiva que todos somos diferentes e a essa afirmação não se acrescentar uma informação de localização, logo minha frase se torna uma tanto falha. Se todos somos diferentes em todo e qualquer aspecto, então devemos ser tratados nessa diferença. Explico melhor: Adolf Hitler achava que todos são diferentes, que arianos são diferentes de negros, de judeus, de homossexuais... E que não devia existir uma coexistência entre os diferentes e por isso dizimou milhares de seres “diferentes” de sua raça pura. Os machistas acham que todos somos diferentes e por isso batem em mulheres, assassinam homossexuais e exigem um padrão compatível com a atitude máscula de seus iguais...

Todos somos diferentes e ao mesmo tempo somos todos iguais. Somos diferentes biologicamente sim. Somos diferentes em nossa constituição moral e social. Somos seres diferentes, pois fomos forjados em detalhes particulares que nos tornam ímpares na existência. Mas devemos nos lembrar sempre de localizar que apesar de diferentes somos todos iguais em uma dimensão humana. Temos os mesmos direitos e os que não temos precisamos conquistar. Somos todos iguais em nossa busca pela felicidade e precisamos entender e apostar nisso. Assisti uma palestra do Mestre e Doutorando em Educação Escolar Brasileira  Romilson Martins Siqueira em que ele falava desse mesmo tema. Engraçado que dias depois eu tenha me deparado com esse mesmo assunto na faculdade. Acho ótimo. Pensar e repensar o mesmo tema por várias óticas. Isso nos faz crescer e entender melhor um pouco do mundo que nos cerca.

Escrito por donnedias às 11h51
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De novo e de novo.

Olá, bem vindos de volta e de novo.

Eu mudei. Você mudou. O mundo todo mudou depois de ontem. Talvez tenha sido uma mudança tão simples que você não tenha nem percebido. Mas mudamos um pouco.

Como podem ver, eu tirei vários posts. Coisa antiga... Coisa que não tem o mesmo significado agora. Deixei o que tem a ver com o que penso... Férias... Deixarei o blog até meu retorno de viagem e quero que vocês fiquem com o que acho que é realmente importante sobre mim. Sobre o que penso, sobre como vejo o mundo.

Vejam bem como são as coisas... Algumas vezes temos que mostrar que não temos medo de deixar coisas pra tráz. Se não esvaziamos o guarda roupa, não vai nunca caber roupas novas. Se não Deletar coisas antigas da minha vida, não terei muito espaço para coisas novas. E tenho muitas coisas novas.

Vou começar pela estréia do filme Sex and the City. Fui rever junto com pessoas muito amadas, as amigas que fiz pela tevê. Elas mudaram, mas sua essência continua a mesma. Lembrei do meu grupo de amigos... Mudamos tanto... Cada um de um jeito diferente mas mudamos. E a nossa essência continua sendo a mesma. Exatamente a mesma. Continuamos nos amando e nos cuidando e compreendendo o quanto esse amor é acolhedor e seguro. Ver as quatro amigas de New york é me ver um pouco também. Junto aos meus amigos cosmopolitas... Tão bom quando nos reconhecemos no outro e observamos que somos protagonistas de nossas vidas.

 

E aí veio a estréia da peça "Uma professora muito  maluquinha". Foi "maravilindo". Agradeço muito ao criador maior o dom de reconstruir o mundo através da arte. É fantástico acreditar em mim e nos meus companheiros de caminhada, meus alunos, sabendo que no a arte vai nos tocar e nos tocando tocaremos os outros. Uns dois ou três dias antes de cada estréia eu me pego me perguntando "porque faço isso?". Aí vem o espetáculo e a resposta fica claro pra mim: É porque é meu combustível, minha força motriz. O que me move. A arte é pra mim, o maior mistério que a humanidade já enfrentou e que eu entendi... A arte é O Amor.

 

Beijos e me liga.

Escrito por donnedias às 11h45
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10/03/2009


Ser. Apenas isso.

Hoje resolvi colocar a foto dos tres mosqueteiros. Eu queria falar sobre SER. E os dois mosqueteiros SÃO muito.

Eu tenho visto muita gente. Gente de todos os jeitos. Gente grande, gente pequena, gente marrenta, gente com preguiça... Tenho visto todo tipo de gente. Conheci muitos tipos de gente. E cheguei a me considerar certo tipo de gente também.


Más agora eu andei pensando. Pensando sobre muitas coisas. Acho que tenho sido um tipo bem ruizinho de gente. Me deixando levar por gente de tipos diferentes más que no fundo são apenas  isso: Gentinha. Assim como eu e como a maioria de nós. Eu percebi que não quero mais ser gente. Não assim. Quero ser humano. Quero ser mais que mais um. Quero a matemática da somativa. Quero ser mais humano, mais honesto, mais gentil, mais amigo, mais carinhoso, mais honesto, mais espiritualizado, mais emotivo, mais corajoso, mais verdadeiro, mais feliz, mais inteiro, mais completo com a vida e com a felicidade.

 

Decidi: Cansei de ser gente. Quero ser Humano.

Escrito por donnedias às 14h37
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Olha...

Precisamos nos ver mais. Tenho pensado nisso e por mais que eu pense sempre chego a essa conclusão. Precisamos nos ver mais. Nos olhar. Nos sentir. Olhar pro outro e pensar em nós. Olhar no outro e nos enxergar.

 

Estamos todos estarrecidos com a violência que atinge cada vez um patamar de crueldade jamais visto. A pergunta é inevitável: Em que mundo estamos? Como pudemos chegar a isso?

 

A quanto tempo não nos emocionamos mais com as notícias de atrocidades cometidas por e contra seres humanos. Já ficou tão comum lermos ou ouvirmos que um bebê de 7 meses foi espancado pelo padrasto, que uma  mãe apoiava os constantes estupros contra sua filha, que um procurador geral de estado estuprava crianças de 9,8,7 anos e que uma mãe levava a filha pela mão para entregar a ele... Como pode ser? E porque ver isso não nos leva às lágrimas? Porque estamos embrutecidos, acostumados, indiferentes a essas coisas? O que está nos impedindo de ir pra rua com os olhos marejados de sangue buscar justiça com as próprias mãos já que não temos mais nenhuma esperança na justiça convencional? Porque uma menina de 17 anos é barbarizada de uma forma tão monstruosa e deixamos o assassino aparecer rindo na televisão enquanto lhe dão uma cela especial?

 

Outro ponto: Li dias atrás em um periódico que um cientista que realiza pesquisas em animais estava revoltado com os ditos "defensores dos animais" que queriam impedir a realização de testes em animais de novos medicamentos e o uso dos mesmos como cobaias. Ele perguntava na matéria "Um rato é mais importante que seu filho?".

Realmente devemos pensar nisso... Tanta gente que é contra tanta coisa. Tem gente contra as pesquisas de células tronco. Tem gente contra a pesquisa de novos medicamentos em animais. Tem gente contra a doação de orgãos. Tem gente contra colocar um assassino como o que matou a garota inglesa em uma cela comum porque ele vai sofrer retaliações. Porque isso? Porque essas mesmas pessoas não estão nas ruas, indo à mídia pra protestar contra a corrupção e a favor de mais investimentos em pesquisas que possam diminuir o impacto das doenças, a quebra de patentes de remédios caríssimos aos quais uma parcela mínima da sociedade tem acesso, porque não saem às ruas com os olhos inflamados de sangue atrás de monstros que nos fazem prisioneiros de nossas casas e nos fazem temer exercer nosso primeiro e mais importante direito: o de viver!

Eu pensei muito sobre isso e cheguei a essa conclusão: O único motivo pra isso é que não nos olhamos. Não olhamos pra pessoa do nosso lado e dizemos "O sofrimento dela é o meu. Eu sou ela. A dor que essa pessoa sente é igual ao meu. Meu filho não está precisando de um orgão mas o filho dela está e isso me dói."

E porque não fazemos isso? Porque não paramos se quer um minuto por dia de nossas vidas para pensar no que o outro está sentindo. Olhamos pras pessoas e não os reconhecemos como iguais. E poxa... Nós efetivamente somos iguais. Somos a mesma raça. Precisávamos nos preservar. Lutar juntos pelo bem comum de todos.

Precisamos fazer isso.

Eu quero olhar pra você.

 

Por favor...


Olha pra mim...

 

Olha pro lado...

 

Deixa eu olhar pra você pra eu me ver...

 

Precisamos nos olhar mais.

 

+ Em memória da minha esperança em um mundo igual e digno.

 

"A minha alma tá armada
E apontada para a cara
Do sossego

Pois paz sem voz       
Pois paz sem voz
Não é paz é medo, 

 
As grades do condomínio
São para trazer proteção              
Mas também trazem a dúvida
Se é você que está nessa prisão..."

Escrito por donnedias às 14h33
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05/03/2009


Ufa

Eu precisava vir aqui. Precisava de uma pausa na loucura absoluta da minha vida para trocar algumas palavras... Bom ver gente nova por aqui, bom ver que tem mais gente escrevendo, falando de seus sentimentos, de suas idéias... Eu quero falar mais. Quer SER mais. Estou ansioso por me transformar. Estou ansioso por melhorar tantas coisas que estão me chateando. Eu não tenho rido. Estou sentindo saudade do meu riso... Estou sentindo muita falta do meu riso. Ele me acalmava... Me acalmava muito mesmo... Eu estou muito irônico e a ironia não está no rol dos sentimentos que quero cultivar e estou distante da minha fé... Onde está minha fé? Onde a perdi? Onde deixei de acreditar de verdade? Porque tenho fechado meu coração ao novo... A entrada de novos horizontes, de novos amigos? Porque tenho deixado a loucura cotidiana me tomar, me engolir? Eu não estou mudando o mundo para e melhor mas estou deixando o mundo me mudar para a pior. Eu nunca tive medo do novo.

 

Eu quero mudar.

 

Quero mudar para melhor. Eu PRECISO ser melhor.

 

Oi... Alguém aí em cima pode ajudar?...

 

P.S: Outubro...

 

Escrito por donnedias às 10h13
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